Monstros de madeira, ou carranca, foi a segunda estampa desenvolvida para a coleção Réquiem saiba o que é isso clicando aqui , em nosso conto ela vem para dar continuidade a introdução feita por: os donos da terra .

 

Citação ancestral:

 

 

” Não sei bem de onde ela veio,

 

na verdade ninguém que eu conheci

 

em toda essa longa vida que eu vivi,

 

sabia de onde surgiu isso aí.

 

As lendas são muitas, as representações e caras variadas

 

A trajetória dela é incerta, impossível de ser explicada.

 

Algumas versões vieram com grandes proas,

 

outras circularam em pequenas canoas,

 

Não sabemos se alguém a trouxe ou se ela já era moradora aqui,

 

mas eu sempre ouvi dizer por aí, 

 

que ela protege de monstro do mar até Juruparí.

 

Uma coisa é certa feiura não é seu problema,

 

ser mais feio que os monstros das águas,

 

sempre foi o  seu dilema.”

 

Acto 1: Monstros de madeira

 

 Aquelas figuras eram assustadoras, mas ao mesmo tempo admiráveis. Por serem diferentes e surgirem de onde não havia sinal de terra, inicialmente os monstros de madeira foram vistos como possível presente da mãe natureza.

 

Algo que iria  ajudar os donos da terra a enviar os amedrontadores para onde a terra não poderia tocar, trazendo assim a paz para o solo. Mas infelizmente, em breve, aquelas monstruosidades deixariam claro que chegaram para levar o máximo da mãe natureza que conseguissem.

 

Revelação

 

A carranca é uma figura conhecida ao redor do mundo por diversos nomes, portanto não podemos atestar sua legitimidade brasileira. Por isso, nessa história ela vem para representar a invasão européia.

 

Para “linkar”, tal figura a cultura nativa no segundo plano, possuímos um grafismo ASSURINI DO XINGÚ, que representa o casco de jabuti. Nessa composição, ele complementa o sentido do barco representando sua parte inferior, que também é chamada de casco.

 

 

 

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Daniel Brasa

Designer gráfico, professor e graduando em sociologia.

Sangue de Xavante misturado com bandeirante, filho de paulista

com mineiro, sobrenome português e parentesco no Rio de Janeiro, legitimamente brasileiro.

Maluco por cultura indígena, mitologia, escrita, serigrafia, hardcore, futebol, rap, metal e trabalho artesanal. Apaixonado pela arte, pelo desafio, pesquisa, ironia e sarcasmo.

Bebe água, cerveja, café e de vez em quando até um mé.


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