Sim, elas falam. Réquiem é a possibilidade das estampas mais do que falarem, é a oportunidade delas até cantarem histórias. Todos esses desenhos que vão estampar o restante da Coleção de estampas da Brasa, que carrega esse nome -Réquiem– desde quando se iniciou.

Isso foi lá em 2014 com a nossa primeira estampa, chamada: Os donos da terra. Desde lá, tudo foi pensado para que as composições pudessem representar trechos de uma história fictícia que foi criada com base nas lendas contadas pelos povos antigos e itens reais da nossa cultura nativa.

No fim, quando todas as estampas forem reveladas teremos um conto completo!

 

 

Mas o que é Réquiem?

 

De forma bem resumida, a palavra réquiem  vem do latim requiem e significa descanso.  O termo porém, ficou conhecido por ser a forma com que se referem a uma composição musical feita para ser tocada exclusivamente em homenagem a algum falecido, mas não em qualquer momento, sim em sua missa de morte, ou em seu Réquiem.

 O termo é bastante conhecido entre estudantes ou apreciadores de música erudita,  pelo mais famoso réquiem – que conta até com uma mitologia ao seu redor – de Wolfgang Amadeus Mozart.

 

 

Por que a coleção se chama Réquiem?

 

A música tem e sempre teve grande peso no mundo da arte, muitos dos conceitos das nossas estampas carregam inspirações musicais e embora não tenha sido feita nenhuma obra de musical para elas – pelo menos não por enquanto- não tratamos cada uma como se fosse uma.

Relembrando que um Réquiem, além da composição musical fúnebre, também é uma missa, o nome é uma metafórica referência a religião católica. Esta, por sua vez, teve grande peso na dizimação da cultura nativa, visto que foi por muito tempo aliada dos monarcas “conquistadores” de terras ao redor do mundo e fazia o “trabalho sujo”, de conversão dos nativos para a religião do império.

 

 

Um Réquiem para o folclore nativo dessa terra

 

 Então a missão estabelecida foi: Fazer uma composição visual, com referência musical e apelo cultural. Utilizando liberdade poética total, batizo isso como: Metáfora paradoxal.

Uma homenagem para os costumes e crenças dessas terras, fazendo referência a um culto religioso daqueles que as roubaram.

 Réquiem é, em outras palavras, uma saudação feita para cultura nativa, que é vítima de um constante assassinato cometido pelo preconceito e ganância que invadiram suas terras.

Actos que formam, uma dolorosa composição, iniciada pelo europeu e hoje regida  por um povo descendente de tudo aquilo que aconteceu.

 

 

Estrutura do nosso Réquiem

 

  • Cada estampa será chamada de Acto.

  • Cada Acto se inicia com uma breve explicação.

  • Em seguida se inicia com uma citação poética do ancestral

  • Após a citação, o acto é nomeado, traduzido e contextualizado em nossa composição.

  • No fim de cada um, revelamos a inspiração e os itens reais da cultura que foram carinhosamente utilizados para aumentar a significação e simbologia de cada desenho.

 

 

 

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Até breve!

 

Daniel Brasa

Designer gráfico, professor e graduando em sociologia.

Sangue de Xavante misturado com bandeirante, filho de paulista

com mineiro, sobrenome português e parentesco no Rio de Janeiro, legitimamente brasileiro.

Maluco por cultura indígena, mitologia, escrita, serigrafia, hardcore, futebol, rap, metal e trabalho artesanal. Apaixonado pela arte, pelo desafio, pesquisa, ironia e sarcasmo.

Bebe água, cerveja, café e de vez em quando até um mé.


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